Escolhas

em 31 de julho de 2017. Categoria: Sem categoria

Estou tentando fazer escolhas melhores.
Todos os dias.

Não é fácil e eu fracasso constantemente. Constantemente sou pega fazendo uma escolha idiota. As vezes eu mesmo percebo a tolice. As vezes preciso de um alerta.
E agradeço por esses alertas chegarem: a pressão aumentou, o ponteiro da balança subiu, o afilhado cresceu e a amiga sumiu.
Se o que acontece ao meu redor não me desperta, não mudo o caminho e faço tudo igual. O preço de fazer tudo igual é ser sempre igual.

Tenho evitado falar do que me entristece, me aborrece e me machuca. De vez em quando, falo.
Mas, percebo que mesmo quando falo, é menos sobre o que eu acho feio e mais uma opção de transformar em bonito.

Isso é sobre o meu corpo e sobre os corpos das pessoas que eu amo. É também sobre o corpo das pessoas que eu não conheço e que criticava inconscientemente.
Isso é sobre os meus filhos, e sobre os filhos dos outros, aqueles pra quem sempre guardei minhas expectativas e julgamentos.
Isso é sobre não comentar matérias que me entristecem na internet, sobre não discutir com quem não quer mudar de opinião e sobre agradecer mais do que reclamar.

Quase todo dia eu fracasso, porém todo dia, eu tento.

O exercício tem surtido efeito. Todo dia tenho um pouco mais de paz.

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