Do quinto andar! É isso!

em 3 de julho de 2017. Categoria: Desafios e Bençãos

Há mais ou menos um ano decidi escrever um livro.
E esse é um textão, mas, é um TEXTÃO MESMO dedicado a explicar os porquês e os poréns desse último ano.
Esse texto é sobre os encantos e desgraçamentos do ano em que passei a ser escritora.

Decidi escrever um livro quando publiquei o texto “Carta aberta ao filho adolescente” no aniversário de 15 anos do meu filho mais velho.
Nesse post as mães marcavam seus filhos e algumas vieram me agradecer por aquelas palavras. Isso me fez querer emprestar as minhas palavras para as pessoas mais vezes. Deve ser por gostar de aparecer, sabe? Me dá satisfação saber que sirvo pra alguma coisa. hehe

A decisão de escrever um livro foi diferente do sonho de escrever um livro. O sonho eu sempre tive por gostar de organizar meus pensamentos no papel. A decisão veio do desejo de emprestar minhas palavras pros leitores.

Eu achava que ia colar os textos do Facebook em um documento do Word e pronto. Ia imprimir.
Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa muito exigente e por isso pensei que seria fácil terminar meu livro.
Mas, não foi.

Depois de escolher os textos eu precisei ouvir sobre eles. E assim como os elogios me envaidecem, as críticas me desmontam. Eu não sou auto-motivável e teve muitos dias de “não vou mais fazer livro nenhum” seguido de dias de “vou fazer livro sim”. Sorte ter mais dias de sim do que de não. Ou não?

Tive que excluir texto que expunha pessoas, tive que me colocar no lugar das pessoas e tive que alterar verbos pra que fossem de encontro com as pessoas.
Porque (ou por que? Ou por quê? Pq? PQP!) o nosso idioma é uma verdadeira emboscada, além de, como eu admito logo no primeiro texto do livro, tenho problemas de pontuação, meu texto teve que ser revisado. E revisado. E revisado.

Depois de escrever o livro, quando o considerei pronto, descobri um vocabulário completamente novo: diagramador, capista, averbação, registro de obra, siglas… e se todas essas palavras saírem da minha boca quando a gente se encontrar entenda minha empolgação: tudo isso foi pra você.

O livro foi uma empreitada, dessas que fazem da gente um empreendedor, mesmo. Tive (e estou tendo) que batalhar fornecedor, preço, parcerias. Tive que negociar prazo, trabalhar fim de semana, trabalhar depois do horário. Tive que usar o conhecimento da faculdade e ir atrás de muito mais.
Pedi ajuda. Pedi arrego. Pedi paciência.

Agora meu livro não está mais em minhas mãos. Pouco depende de mim para que se cumpram os prazos. Se tudo der certo, ele nasce em agosto. E nasce como eu sonhei: um reflexo do que meus olhos vêem pra quem tiver interesse em ver.
O rascunho anda na minha bolsa e é motivo de orgulho e de segredo. Pode ler um pedacinho, mas, não tudo pra não perder a graça.

Logo tudo estará pronto e o meu livro pode ser o seu novo livro. E você vai poder ver com os meus olhos do lugar onde eu vejo. Te empresto as minhas palavras, minhas lágrimas, meu silêncio, minha dor. E espero te dar alguns sorrisos.

Agosto tá chegando e eu quero te convidar pra olhar tudo DO QUINTO ANDAR, junto comigo.

pessoa no alto de um prédio olhando a rua

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