Dia do amigo. Do amigo, MESMO.

em 20 de julho de 2017. Categoria: Sem categoria

A gente não é mais tão jovem a ponto de acreditar que os amigos serão para sempre.
Envelhecemos e endurecemos.
Aceitamos que eles vão embora e ocasionalmente, até os expulsamos da nossa vida por intolerância e impaciência. Não somos mais crianças ingênuas pra pedir perdão.
Não nos agarramos mais ao sonho de batizarmos os filhos um do outro e nos damos por contente quando os filhos dos nossos amigos sabem quem nós somos. Fingimos não gostar, mas sorrimos docemente se eles acrescentam um “tio” antes do nosso nome. Se o filho de um amigo nos chama de tio, validamos a ideia de que ainda somos irmãos.
Crescemos e já sabemos que alguns não serão o pau pra toda obra que a gente via em cada mano da adolescência, mas, se nossos fígados já não suportam a noite na balada, sabemos pra quem pedir o anti ácido na manhã seguinte.
E nossos amigos que também nos conhecem, já não sugerem baladas na quarta-feira. Nos sabem fracos que somos e até preferem conversar em casa mesmo.
A gente sabe que alguns vão mudar pra bem longe e já não vamos chorar na despedida. Ficaremos felizes por suas escolhas e nos manteremos amigos, deixando nosso coracão chegar até eles pela ponta dos nossos dedos na tela do celular.
Não temos mais a ilusão de termos um milhão de amigos (e bem mais forte poder cantar…), mas, nos agarramos nos dois ou três que sempre estão onde precisamos que estejam.
Frequentamos os funerais de seus pais, aconselhamos sobre seus amores e aparecemos com uma caixa de chocolate quando o romance acaba. Toleramos Tpm, entramos em roubadas e pedimos o nome completo do novo paquera pra garantir a segurança.
De vez em quando, um amigo comete a indelicadeza de morrer. Veja que desaforo! Morrer antes de uma visita ou aquele prometido café. Morrer sem avisar e fazer da sua quinta feira um dia tão cinza que você nem gosta de lembrar…. Logo ele que tanto fazia sorrir.
Vez ou outro um amigo, foge, um amigo escapa, um amigo se fere ou nos fere.
Ocasionalmente a gente guarda um amigo pra sempre e cada vez que refaz uma fotografia vê que já não é tão jovem, mas ainda precisa de um amigo.

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